DISCOS FUNDAMENTAIS DA MPB 3 – SECOS E MOLHADOS – SECOS E MOLHADOS [ 1973 ]

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Álbum de estreia da banda Secos e Molhados e um dos meus discos brasileiros preferidos, a obra traz uma mistura de gêneros, é pop, é rock, é MPB, com influência do tropicalismo, do blues e de ritmos portugueses.  A banda Secos e Molhados foi idealizada pelo músico português, radicado no Brasil, João Ricardo, por volta de 1970, mas só em 1973, já com sua formação mais famosa, com Ney Matogrosso e Gérson Conrad, gravou seu primeiro disco. O nome do grupo foi inspirado naqueles mercadinhos que vendem de tudo, comuns no interior do Brasil, referindo-se aos diversos gêneros musicais que formavam o som da banda. Os três se apresentavam com o rosto pintado e roupas extravagantes e a performance de Ney Matogrosso, com danças e expressões corporais, marcaram época.


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Escute o disco aqui

O disco foi gravado no Estúdio Prova, em São Paulo, entre maio e junho de 1973, e lançado pela Gravadora Continental no mês de agosto, daquele mesmo ano. Ney Matogrosso foi responsável pelos vocais principais, João Ricardo e Gérson Conrad, além dos vocais adicionais, tocaram violões de seis e doze cordas, e Ricardo ainda tocou harmônica de boca em algumas faixas. Uma série de músicos convidados participou da gravação, todos tinham sido convidados para entrar no grupo, mas recusaram: o argentino Marcelo Frias, tocou bateria e percussão, ele aparece na capa do disco, pois tinha aceitado o convite para fazer parte do grupo e depois desistiu; Sérgio Rosadas, flautas transversal e de bambu; João Flavim na guitarra e violão de doze cordas; Zé Rodrix tocou piano, ocarina, sintetizadores e acordeão; o baixo ficou a cargo de Willy Verdaguer; e o argentino  Emilio Carrera tocou piano.


A capa do disco, talvez a mais famosa da MPB, foi criada pelo fotógrafo Antônio Carlos Rodrigues, com os quatro sentados em tijolos e com as cabeças enfiadas em buracos feitos em um compensado. O álbum foi um tremendo sucesso de vendas. A gravadora, que era especializada em música sertaneja, esperava vender mil e quinhentas cópias, mas em dois meses foram vendidas trezentas mil, um milhão em um ano. O disco foi lançado na Argentina, no México e em Portugal, a banda excursionou pelo México e fez um show histórico, para trinta mil pessoas, no ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. Essa formação gravou outro excelente disco no ano seguinte, mas, logo depois, Ney Matogrosso e Gérson Conrad deixaram a banda.  João Ricardo lançaria mais seis discos com o Secos e Molhados, o último em 2011.


O disco começa com a clássica “Sangue Latino”, uma parceria de João Ricardo e Paulinho Mendonça, um grande sucesso radiofônico na época. Outro grande sucesso foi a faixa seguinte, “O Vira”, uma parceria de Ricardo com a cantora e multi-instrumentista Lulhi, mistura ritmos da música portuguesa e regionais brasileiras. João Ricardo compôs também a terceira faixa, “O Patrão Nosso de Cada Dia”, uma profunda crítica social, com linda flauta de Sérgio Rosadas, minha música preferida da banda. As duas músicas seguintes são dois poemas do poeta português João Apolinário, pai de João Ricardo, “Amor” e “Primavera nos Dentes”, essa última começando como um blue, com uma guitarra espetacular de João Flavim.


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Veja algumas fotos da banda


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A sexta música, que abria o segundo lado do LP, “Assim Assado”, um rock, com solos de guitarra e flautas, que é seguida por um rock mais rápido “Mulher Barriguda”, um poema do brasileiro Solano Trindade, famoso escritor, cineasta, pintor e militante do Movimento Negro, musicado por João Ricardo. “El Rey” foi uma parceria de Ricardo e Gérson Conrad. Na faixa seguinte, Conrad musicou o poema “Rosa de Hiroshima” de Vinícius de Moraes, criando uma das mais belas faixas da MPB. João Ricardo musicou mais três poemas nas faixas seguintes: “Prece Cósmica”, de Cassiano Ricardo, “Rondó do Capitão”, de Manuel Bandeira, e “As Andorinhas”, também de Cassiano Ricardo. “Fala”, outra parceria de João Ricardo e Lulhi, fecha esse brilhante disco, sempre citado nas listas de melhores discos brasileiros e uma mostra da pluralidade sonora do Brasil.


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