Ciência x Religião: Uma discussão sem sentido

A ciência e a religião são duas expressões humanas com origens e caminhos diversos. Uma não completa a outra, como sugerem alguns. São, de certa forma, antagônicas. A ciência se origina da razão e a religião da fé. A religião surge de um suposto fato místico e a ciência nasce da aplicação de uma metodologia. O religioso tem que acreditar nos dogmas que lhes são apresentados. O cientista só acredita naquilo que pode ser provado. Aos religiosos, bastam as palavras escritas em um livro “sagrado” ou proferidas por um “representante” de seu deus na Terra. Os cientistas precisam de experimentos, comparações de dados, registros históricos e geológicos, cálculos matemáticos para acreditarem na verdade que procuram. 

Não sigo nenhuma religião há algumas décadas. Não me faz falta nenhuma. Reconheço que a religião pode ajudar uma alma perdida e sem esperança a encontrar um caminho mais tranquilo. Já presenciei alguns casos. A ciência, ao contrário, está presente em tudo que existe em meu cotidiano. Cada coisa que você pode ver na sua frente, neste instante, foi criado ou aprimorado pelo nosso crescente acúmulo de conhecimento científico: a maior riqueza da humanidade. 

O futuro não pode ser escrito sem a ciência, alicerce do desenvolvimento humano. E, para entrarmos de vez em uma nova era, devemos deixar de lado tudo o que seja conservador. A humanidade deve cortar as âncoras e as amarras que nos prendem à um tempo em que vivíamos nas trevas, acuados e castrados por dogmas antigos. Em um tempo em que alguns tentam reacender as fogueiras da “santa” inquisição e reverter os fatos históricos para convencer à todos que vivemos sobre um planeta em forma de pizza, a luz que nos guia vem dos laboratórios.

Não foi um sacerdote pagão dos tempos antigos que nos legou o controle da eletricidade após uma noite de rituais religiosos com os seus deuses. Não foi um dos duzentos e sessenta e cinco papas católicos que, em frente de milhares de fiéis reunidos na praça de São Pedro, lhes passou a fórmula da penicilina, ensinada a ele por Deus. Não foi nenhum pastor evangélico, após entrar em um estado de transe religioso, que transmitiu aos seus seguidores os códigos matemáticos que tornaram possível a criação do mundo digital.

Todos esses avanços são frutos da dedicação de gerações de pessoas, que, através de um trabalho árduo, buscam reunir cada pedacinho de conhecimento para tornarem o impossível em  possível.

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